Aldous Huxley, homem da década de 30, visionários e caótico, prenunciava grandes problemas advindos da alienação por meio da tecnologia desenfreada. Em sua obra “ADIMIRÁVEL MUNDO NOVO”
Aos seus prenúncios de num futuro, que hoje não parece nem um pouco distante, encontramos um similar do CINEMA SENSÍVEL descrito em seu livro. Só não parece ser tão confortável quanto.
Prof. David Howard usando o seu capacete de virtualidade real, capaz de ativar os cinco sentidos e criar uma sensação de realidade para os ambientes virtuais.[Imagem: EPSRC]
Hoje é apenas um protótipo desenvolvido por duas universidades estadunidenses, Warwick e York. Projeto intitulado 'Virtual Cocoon", tem o conceito de "virtualidade real". Segundo eles a nova tecnologia é uma evolução da "Realidade Virtual", criando esta "Virtualidade Real", que leva sensações integrais vislumbradas em mundo virtual aos cinco sentidos do usuário.
O objetivo é proporcionar uma experiência totalmente imersiva para os usuários, que não pode dizer se é real ou não. O "Virtual Cocoon" estimulará audição, visão, paladar e olfato e é complementada por uma luva de toque. As aplicações potenciais incluem experimentando viver no passado, a formação para situações perigosas, a medicina remota, o turismo de viagens livre, reuniões de viagens livre, desporto e outras actividades de formação e novas formas de aprendizagem de diferentes disciplinas, como história, línguas e geografia.Agora só resta esperar que o conteúdo dos “filmes” não sejam mioto parecidos com os descritos por Aldous Huxley. Violência gratuita, sexo e falta de conteúdo poético com o objetivo de alienação. Mas se bem que isso já é uma coisa corriqueira.
Ontem foi mais um dia na Embala Minas, evento destinado a todos envolvidos na produção de embalagens diversas. E ontem em especial foi um dia muito produtivo, pois foram apresentadas belas palestras com conteúdo verdadeiramente interessante.
Uma delas foi a exposição de Rogério Assad Dias, gerente de desenvolvimento de mercado da Eastman Chermical do Brasil,com o tema; "o avanço do design através dos materiais".
Bom, pessoalmente acredito que o título mais adequado para a palestra seria, "O encontro do design e indústria, resultando em objetos inovadores". Porque afinal, uma coisa não vive sem a outra.
Mas o objetivo do post é comentar o quão foi esperta essa empresa, que em meio de sua estratégia deixou de ser apenas mais uma produtora de insumo, para se tornar referência em inovação (completa). Completa porque, não é tão impactante ser apenas inovadora nas tecnologias, mas sem aplicações, ou então, só inovadora em conceitos sem a viabilização.
Parece que esse encontro entre especialidade é a coisa mais evidente do universo (pelo menos para os designers), mas que trabalha sabe que é um pouquinho diferente. A grande tristeza foi que o público da palestra (desconfio eu) era massivamente designer ou estudantes (de design)....